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16 de Maio de 2018
Artigo de Patricia Travassos sobre as estratégias dos restaurantes para conquistar clientes

Fome virtual

Restaurantes usam geolocalização para atrair clientes

 

 

Por Patricia Travassos

 

Quando o assunto é comer e beber, as buscas no Google usando o termo “perto de mim” cresceram 75% no ano passado. Quando você especifica ainda mais a busca e completa: “restaurantes perto de mim”, o aumento sobe para 210%. E “delivery rápido”,  o crescimento foi de 140%. Mas nem sempre as buscas resultam em conversão. Atentos a isso, os restaurantes começaram criar uma mão dupla nas buscas.

 

Eu conversei com o Dennis Nakamura, fundador da Relp, uma aceleradora especializada em restaurantes. Para ele, é preciso rastrear a jornada do consumidor para descobrir as circunstâncias que  levam as pessoas a escolher onde, o que e como comer (ou seja: o tipo de comida, a experiência, o valor a ser gasto e a companhia).

 

Nesse sentido, todo mundo sabe que quem vai ao cinema, em geral, sai para comer depois. Então, já é possível por meio de ferramentas de geolocalização, impactar o público de determinada sessão com promoções customizadas que possam surpreender um cliente potencial e reduzam a ociosidade do seu restaurante.

 

Geofencing é uma outra técnica usadas pelos restaurantes em parceria com aplicativos de navegação, reserva de mesas ou mesmo de cashback para localizar pessoas numa área delimitada. Os usuários que passarem por limites geográficos  determinados, receberão uma mensagem. Desta forma é possível mapear lugares onde congestionamentos são frequentes e enviar um convite para os motoristas fugirem do trânsito, dando uma paradinha para comer algo.

 

O refinamento é tal que é preciso estar atento a questões éticas. No interior, recentemente, os clientes que entravam no estacionamento de um supermercado passaram a receber nos seus celulares anúncios de desconto do mercado vizinho. A “campanha” foi descoberta depois que notaram um número grande de carros entrando e saindo do estacionamento, sem visitar a loja. A campanha foi suspensa, claro!

 

Mas enquanto isto, o cliente fica tentando digerir o fato de que privacidade é coisa do passado.

 

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Patricia Travassos no Conta Corrente

 

 

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