O comércio eletrônico cresce ano após ano no Brasil. A expectativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) para 2019 é de um crescimento de 19% em relação ao ano passado. E o segmento que domina é o de moda e vestuário (com 38% das transações).

Só as redes sociais já representam 21% das compras feitas online. Agora, a mesma internet que estimula a compra por impulso, traz iniciativas bem interessantes para nos fazer refletir sobre o consumo consciente e a sustentabilidade.

Quais são os principais motivos que nos levam a consumir mais na internet? O primeiro é a conveniência de comprar sem sair de casa, claro! Depois, a facilidade de comprar em cada vez menos cliques.  E a terceira é uma nova necessidade que surge: cada vez mais as pessoas se sentem obrigadas a estar na moda sempre para aparecer bem nas redes sociais.

Então, imagine apresentar um look diferente em cada post nas redes sociais? Mas, sem precisar comprar um roupa nova (e o que é melhor, sem precisar gastar dinheiro pra isso).

Uma campanha de uma varejista dinamarquesa, vencedora em Cannes esse ano, lançou uma coleção virtual completa exatamente para levantar a discussão sobre desperdício têxtil (que vem crescendo no mundo todo) e sobre o consumo consciente.

No vídeo de lançamento da coleção, a marca aponta a origem da ideia: um estudo da McKinsey & Company, que afirma que as vendas de roupas cresceram 60% depois do nascimento das redes sociais!

Basta escolher uma peça, adicionar a uma foto sua, fazer os ajustes necessários até de tamanho e modelagem, para adaptar a roupa direitinho ao seu corpo e aí…é só compartilhar! A proposta é reduzir o impacto da produção e descarte de roupas sobre o meio ambiente.

Real ou virtual?

Além de pessoas reais usando roupas virtuais, no mundo digital, já tem modelo virtual usando roupas reais e promovendo grandes marcas. Algumas já têm milhões de seguidores. Para qualquer desavisado, elas se passam facilmente por pessoas reais:

  • @Lilmiquela – 1.6 milhão de seguidores
  • @shudu.gram – 181 mil  seguidores (obra do fotógrafo britânico Cameron-James Wilson)

O que parece que não é virtual são os cachês para essas celebridades virtuais têm cobrado de grandes marcas. Elas se transformaram em verdadeiras influenciadoras digitais, ativistas e tem contribuído muito para levantar discussões sobre os limites entre o mundo real e o virtual.

Até porque, se as imagens de modelos reais ou mesmo as fotos que postamos nas redes sociais passam por milhares de filtros para dar um “up” na nossa imagem, tudo que se vê no mundo virtual pode ser questionado e não é necessariamente tão real assim. Muito pelo contrário.

Assista ao comentário de Patricia Travassos no Globonews Em Ponto.

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Prosa Press

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