Você já sentiu solidão em meio à hiperconexão? E a “infoxication” já apareceu na sua quarentena?

São incontáveis os termos que estão surgindo nessa convergência entre a vida online e offline, a vida profissional e a pessoal. Foi sobre isso que conversei com a psicanalista Vera Iaconelli. Ela é mestre e doutora pela USP, colunista do jornal Folha de São Paulo e falou sobre os impactos do isolamento social na nossa saúde mental e emocional.

O excesso de conexões digitais traz facilidades para superarmos os desafios desse momento mas também pode ameaçar o nosso equilíbrio. Por isto, ela indica que tentemos nos preservar, filtrando as notícias e reduzindo o volume de informações ruins. Se isso ainda não for suficiente para trazer calma, procure os grupos de apoio psicológico que rapidamente se formaram para prestar serviços gratuitos à população. Há opções voltadas até a públicos específicos, como idosos e profissionais de saúde. Veja a lista que a Vera Iaconelli compartilhou com a gente (foto).

Serviços de Apoio Psicológico Online e Gratuitos

Psicanálise na Praça Roosevelt (Todos)

Rede de Apoio Psicológico Psi (Profissionais de Saúde)

Varandas Terapêuticas – Instituto Gerar (Todos)

IPq FMUSP – Público 60+ (enviar email para [email protected])

Oficina Clínica de Psicanálise (Todos)

Lugar de Fala – Plantão Psicológico (Todos)

Clínica Pública de Psicanálise (Todos – grupos)

Experiência de Escuta – Relações Simplificadas (Todos)

Psicologia Solidária COVID-19 (Profissionais de Saúde e Brasileiros no Exterior)

Clínica Aberta de Psicanálise de Santos (Todos)

Projeto Ponte – Sedes (Migrantes e Refugiados)

Sociedade Brasileira de Psicanálise SP (Servidores Públicos – Saúde)

Linha Aberta para Suporte e Apoio Emocional – (11) 98863-0550 SP (9h – 00:00h) ou (19) 99117-0990 (interior)

Perguntei para a Vera sobre a eficácia de aplicativos de terapia e outros que orientam a meditação e a gratidão. Ela respondeu que não existe uma única ferramenta certa que sirva para todas as pessoas. É preciso experimentar e sentir se os aplicativos podem ou não ajudar. Em geral, eles podem servir de um ótimo ponto de partida para o autoconhecimento. Mas, para ela, não costumam se capazes de aprofundar o suficiente. Não podemos levar em consideração só o nível de consciência das pessoas, precisamos investigar o que não é consciente, afirma Iaconelli.

Bom, o papo respondeu a várias questões dos participantes da live relativas ao medo, a compulsões, ao luto… Para a psicanalista, estamos vivendo um luto, independentemente de termos perdido pessoas próximas ou não. E esse luto precisa ser sentido em sua plenitude.

Vale a pena assistir. São 45 minutos de lucidez e calma com dicas preciosas de como tentar manter o equilíbrio em tempos de crise.

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