Por Patricia Travassos

Se há 10 anos, a gente contava com “bola de cristal” para fazer previsões, agora a ferramenta mais indicada para prever tendências é a Inteligência Artificial, pois ela tem capacidade para processar uma infinidade de dados, identificar padrões do passado e assim, consegue prever o futuro…

Tempestade perfeita

Vou dar uma de “moça do tempo” aqui e prever o que os cientistas estão chamando de “tempestade perfeita”. Esse termo, na meteorologia indica uma convergência de fatores que, juntos, levam a um desastre de grandes proporções.

Na inovação, a convergência que a gente está vivendo é tecnológica, formada pelo avanço das seguintes “frentes”:

  • Técnicas computacionais + Poder de processamento dos computadores + Transformação digital

O resultado que se espera dessa Convergência tecnológica, obviamente é evitar desastres e não criá-los. Mas isso está totalmente ligado ao uso que nós, humanos, vamos fazer de tanta potência computacional.

Foi o que disse o Professor Anderson Soares, que coordena a primeira Faculdade de Inteligência Artificial do Brasil, na Universidade Federal de Goiás. A primeira turma começa agora em fevereiro de 2020. Lá, ele está à frente do Laboratório Deep Learning Brasil e consegue fazer previsões bem realistas sobre as aplicações de Inteligência Artificial que estão mais perto de chegar ao dia a dia do brasileiro.

O grande destaque entre as tendências para 2020 que podem reverberar no restante da década é a VOZ e as soluções que envolvem linguagem natural.

Espera-se portanto a adoção massiva dos assistentes de voz e bots que vão interagir com a gente de forma cada vez mais profunda…e, na próxima década, a gente vai se pegar conversando com os objetos com naturalidade.

Tecnologia humanizada

E mais! Segundo o diretor de estratégia em Inteligência Artificial da Microsoft, Thiago Rotta, os objetos não só receberão nossas ordens como passarão a nos compreender, decifrando pela nossa voz, por exemplo, como está o nosso estado de humor. Ou seja: a tecnologia fica mais humanizada, ganha empatia.

Com o avanço da realidade aumentada ou mista, parecem não existir mais limites.

Eu trouxe imagens de 2 exemplos do que já é possível e deve ser popularizado na próxima década:

O primeiro exemplo é a sintetização da nossa voz (e no caso também da nossa imagem) a ponto de ser possível a tradução simultânea de um discurso em outra língua, como se a pessoa realmente falasse outro idioma. Eu não vou nem mencionar o teletransporte… Você pode mandar o seu holograma para o Japão, falando em japonês o discurso que você faz nos Estados Unidos, por exemplo.

E o outro exemplo é o Facebook do futuro. Com o uso dos óculos de realidade virtual, vc mergulha na timeline dos seus amigos e interage com eles de forma mais orgânica e direta. Veja: sempre apenas usando só a voz.

Se você não acredita que seja possível popularizar tudo isso, pense que há 10 anos os smartphones estavam ganhando popularidade. Olha a mudança de comportamento que aconteceu nesse período…dá para se ter uma ideia do que esperar para os próximos 10 anos?

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