Por Patricia Travassos

O assunto interessa quem quer gastar fora do país e quem quer receber dinheiro de fora: Algo que tem se tornado cada vez mais comum com tanta conectividade, né?

Ficou na dúvida? Então, veja se você se encaixa em alguns dos casos a seguir:

Só no ano passado, por exemplo, mais de 2 bilhões de dólares foram enviados do Brasil para o exterior e vice-versa, de acordo com o Banco Central.

Essa semana foi divulgada uma pesquisa que mostra que menos de 9% dos brasileiros que fazem essas transações conhecem as taxas que estão pagando além do câmbio das moedas.

O grande problema é o fator surpresa das transações. Ou seja: as pessoas não sabem exatamente em quanto serão taxadas até que a transação termine porque tudo depende das taxas de câmbio (que variam todo dia), da taxa sobre o câmbio (spread), taxas administrativas e do Imposto (o IOF), claro.

Como solução, para mandar dinheiro para fora ou para receber, vem surgindo algumas novidades:

As criptomoedas, que nos últimos dias deram o que falar com o Facebook que se juntou a outros gigantes digitais e lançou a Libra como moeda global – mas que ainda depende da aceitação na vida real para se tornar viável e ganhar importância…

E as contas sem fronteiras, que vem se aproximando do Brasil como uma tendência mundial que é muito disruptiva:

Imagina a sua conta-corrente ser uma conta multimoedas que torna o seu dinheiro sem fronteiras! A ideia foi criada pela TransferWise, uma fintech na Estônia (leste Europeu) em que você pode guardar seu dinheiro em 41 moedas diferentes, enxergar o saldo nas diferentes moedas no próprio celular e movimentar o dinheiro de acordo com a sua localização.

Ou seja: vai para Londres (movimenta suas Libras), vai pra Australia (movimenta em dólar australiano), vai para os EUA (movimenta seus dólares)…

Aí, vamos supor: acabou o dólar. Uma inteligência artificial indica o melhor câmbio entre as moedas que você ainda tem disponível e faz a transação em instantes.

Ainda não existe previsão dessa conta operar no Brasil, ainda falta a aprovação do BC para isso, mas a fintech da estônia (que já é um unicórnio) já está por aqui tirando os bancos tradicionais da zona de conforto quando o assunto é mandar dinheiro pra fora do país.

A grande disrupção / inovação é a redução das taxas e de tempo de transação, sem contar a transparência da operação.

Assista ao comentário completo de Patricia Travassos, no Globonews Em Ponto:

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