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Consumo e Propósito

Nesses tempos de tanta polarização e ódio nas redes sociais, é preciso reconhecer todo o seu POTENCIAL DE MOBILIZAÇÃO.

 

A tecnologia nos permite JUNTAR FORÇAS e UNIR PESSOAS que, muitas vezes, nem se conhecem em torno de um PROPÓSITO COMUM. E aí vem surgindo um movimento muito interessante de marcas convidando seus clientes e consumidores a se engajarem em ações sociais sem que eles precisem gastar nenhum tostão a mais por isso.

 

Foi feita uma pesquisa sobre as principais barreiras que impedem as pessoas de contribuir com doações para causas sociais. E o resultado foi:

– Falta de tempo, de dinheiro, de estrutura emocional e principalmente desconfiança de que o dinheiro realmente seria empregado na causa e não desviado…

 

É aí que entra a tecnologia, inclusive com base em blockchain para garantir transparência, segurança e rastreamento do recurso doado. Uma evolução

 

A WeLight é uma plataforma digital que se propõe a conectar quem quer ajudar com quem precisa de ajuda por intermédio de 1.200 marcas parceiras. Então, você se cadastra na plataforma, faz sua compra normalmente e a marca do produto que você comprou se compromete a destinar parte do seu pagamento para 29 ONGs cadastradas.

 

Aí, me surgiu uma questão: bom, quer dizer que eu vou fazer caridade com o dinheiro dos outros? Não sou eu que estou fazendo caridade. É a empresa de quem eu comprei. Vamos combinar que não me parece muito nobre da minha parte, certo?

 

Eu fiz essa pergunta para o Ian Lazoski que é um dos fundadores da plataforma e ele me explicou que é uma relação de ganha-ganha. Afinal, quando uma empresa se posiciona em relação a alguma causa importante para seu cliente, ela colhe muitos frutos, tais como:

 

  • Diferencial no posicionamento de marca (que o consumidor reconhece imediatamente)
  • Promoção de impacto social
  • Melhoria na performance de venda -> + conversão / > ticket médio / < abandono de carrinho

 

A Visa, bandeira de cartões, já contabilizou todos esses resultados numa ação que tá completando um ano agora em novembro e vai ser estendida por mais um ano. Os clientes só tinham que escolher uma causa e gastar normalmente com o cartão. Sabe o que aconteceu? Quem se cadastrou na ação aumentou em 12% os gastos com o cartão. Segundo o VP de marketing Sergio Giorgetti não significa que eles se tornaram mais consumistas. Mas passaram a considerar o cartão inclusive para pequenos gastos, que antes eram feitos em dinheiro, já que assim estariam contribuindo para uma causa maior. Além disso, a marca percebeu resultados na imagem institucional e no engajamento dos funcionários.

 

O Maurício Benvenutti, autor do livro Audaz, diz que “uma empresa sem propósito gerencia pessoas. Uma empresa com propósito mobiliza pessoas”…dentro e fora do negócio.

 

Elas criam um significado para o consumo e ganham mais do que clientes. Ganham fãs para a marca:

Tem uma marca de bolsas e acessórios femininos em NY chamada FEED – cada compra é revertida em merendas escolares em 63 países do mundo.

Uma outra chamada PURAVIDA, surgiu na Costa Rica durante as férias de dois amigos americanos. Eles conheceram umas pulseirinhas coloridas feitas por artesãos locais. Decidiram que cada cor de pulseira representaria uma causa e assim, eles já arrecadaram mais de 1,5 milhão de dólares para ações de caridade no mundo todo, apoiam constantemente mais 350 artesãos costa riquenhos… enfim, eles tem 1,5 milhão de seguidores no Instagram e as pessoas usam as pulseiras com o maior orgulho de estarem contribuindo por um mundo melhor.

 

 

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