São 7:15h, 22 de março de 1963. Enquanto admira a vista de sua casa espacial e opera a máquina de café automático, Jane é surpreendida por uma videochamada em seu televisor oled. É Glória, sua amiga. Isso tudo só seria possível por residir em uma das maiores cidades inteligentes de todos os tempos: Orbit City.

Quem assistia a série “The Jetsons” na década de 60 se divertia e se encantava com as maravilhas tecnológicas fantasiadas por Joe Barbera e Bill Hanna. O que pouca gente imaginava é que eles estavam certos em muita coisa.

Orbit City pode ter sido um protótipo para as cidades mais inovadoras do século XXI e também reflexão sobre até onde podemos chegar. Neste artigo falaremos um pouco sobre isso e tudo o que envolve esse maravilhoso tema de inovação em cidades inteiras. Confira!

O que é uma cidade inteligente?

Cidades inteligentes ou smart cities representam um conceito inovador de planejamento e governança de cidades. A ideia é ter soluções para centros urbanos que envolvam conexão, interatividade, otimização de recursos, entre outras possibilidades.

O objetivo é melhorar principalmente a qualidade de vida e de infraestrutura geral com mais investimento em capital humano e tecnologias de informação e comunicação (TIC).

O conceito representa também uma evolução da IoT (Internet das Coisas) e uma tentativa de melhoria da qualidade de vida e da infraestrutura urbana, além do aumento de eficiência e do desenvolvimento tecnológico.

Cidade digital e cidade inteligente são conceitos diferentes. Enquanto a primeira envolve apenas a distribuição de sinal de internet gratuito pelo território urbano, a segunda é mais abrangente, utilizando o sistema Wi-Fi para conectar informações e usá-las estrategicamente.

Então pense nas pessoas como “cidadãos inteligentes” que interagem por meio de aplicativos com as necessidades e as demandas urbanas e conseguem extrair informações relevantes sobre mobilidade urbana, sustentabilidade e qualidade de vida.

Quais são as características de uma cidade inteligente?

Para ser considerada inteligente, uma cidade deve apresentar algumas características-chave como conexão rápida e de boa qualidade, além do uso de recursos sustentáveis, da Internet das Coisas e da Inteligência Artificial. Confira agora algumas das principais características.

Conectividade

É fundamental que uma cidade inteligente tenha uma conexão voltada para o cidadão e a Internet das Coisas. Por meio de um ou mais aplicativos as pessoas podem colaborar com o desenvolvimento urbano inserindo informações, avaliando serviços e permitindo trocas. Para que isso ocorra, o ideal é disponibilizar acesso Wi-Fi gratuito pelos pontos-chave da cidade.

Atualmente, uma das principais tecnologias sem fio é a conectividade 4G. A LTE (Long Term Evolution) — que significa Evolução de Longo Prazo, em português — oferece baixa latência com alta largura de banda. Isso significa suportar com qualidade os serviços fundamentais para o envio e o recebimento de imagens e vídeos.

Integração

Não basta somente conter informações em uma grande nuvem: é necessário saber tratá-las e integrá-las ao contexto das necessidades metropolitanas. Dessa forma, uma mesma informação pode ser útil em diferentes áreas estratégicas como saúde, educação, transporte e segurança pública.

Em uma smart city, todas as informações são compiladas e otimizadas. Somente dessa forma é possível direcionar ações e estratégias para benefício de cidadãos, governos e grandes corporações.

A convergência tecnológica também é considerada nesse tema, já que inibe a formação de empresas ou startups de forma mais isolada ou como ilhas digitais. Por meio da integração e da parceria dessas organizações é possível compartilhar infraestrutura e potencializar o desempenho.

Interatividade

Deve haver também interação entre os diversos órgãos públicos, os cidadãos e as grandes empresas. O ideal é que se promova um universo colaborativo, em que todos os cidadãos possam contribuir com ideias e, as grandes organizações, com campanhas de mobilização social por meio da rede virtual.

Em uma cidade inteligente, os cidadãos participam avaliando a qualidade dos serviços públicos e interagindo com informações-chave, como mau uso de terrenos, problemas em vias e sinalizações, entre outras possibilidades.

Mobilidade

Uma smart city também deve apresentar soluções criativas e eficientes para a melhoria da mobilidade urbana. O incentivo ao uso de meios de transporte em massa além das bicicletas é o melhor exemplos de otimização do deslocamento. Ainda nesse contexto, é importante favorecer o uso dos aplicativos de transporte na inteligência urbana.

Dessa forma, uma cidade inteligente apresenta modais de transporte mais acessíveis e abrangentes, conectando pontos-chave e transportando grandes volumes de pessoas. No caso das bicicletas, o uso de aplicativos de startups e a busca por melhor qualidade de vida estão entre os principais objetivos da iniciativa.

Sustentabilidade

Cidades inteligentes também apresentam planos mais eficientes sobre o uso consciente e o reaproveitamento de água, a dessalinização, o uso de energias renováveis, a coleta de lixo inteligente, entre outras possibilidades que auxiliem na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente.

Grandes volumes de pessoas geram grandes volumes de lixo — que, em muitos casos, pode ser tóxico ou de difícil reaproveitamento. O incentivo ao uso de energias renováveis e ao consumo consciente são alguns dos exemplos de iniciativas de uma cidade inteligente.

Economia

Dentro desse tema, a cidade inteligente deve também aliar de forma criativa consumo e propósito, mobilizando cidadãos para atitudes mais econômicas. A tecnologia permite que essas ações sejam mais abrangentes e unam pessoas em torno de ideais de evolução.

Por que o mundo precisa de cidades mais inteligentes?

É necessário absorver o crescimento da população no planeta — isso fica ainda mais claro nas grandes cidades. Estima-se que atualmente (2019), em torno de 50% da população se concentre nos maiores centros urbanos.

Para os próximos anos, acredita-se que naturalmente esse número passe dos 70%. Os números não seriam tão alarmantes se o tamanho das grandes cidades não fosse tão pequeno em relação ao restante do planeta (em torno de 2%).

Diante desses dados fica fácil constatar uma série de problemas como superpovoamento, engarrafamentos quilométricos, acesso difícil a serviços de saúde, entre outras dificuldades inerentes aos espaços públicos.

O problema fica ainda mais grave quando consideramos as necessidades básicas como água e energia na disponibilização das grandes metrópoles — só para citar alguns dos principais desafios dos governantes em gerir o boom populacional.

Enquanto os governos vivem em sistema analógico, a sociedade se tornou digital. Esse descompasso está cada vez maior e a pressão tecnológica se torna mais expressiva diante dessa diferença.

Nessa forma de gestão, as regulações e leis sempre se atrasam em relação às inovações. O ideal é se antecipar, e não só corrigir eventuais distorções. Quando esse prejuízo afeta a segurança, a privacidade dos dados ou a ordem pública, torna-se algo preocupante.

A tecnologia digital permite uma análise mais profunda e acertada de problemas, definindo padrões com mais facilidade. Além disso, há mais possibilidades de propor mudanças com agilidade e menor custo.

Dessa forma, o conceito de smart city é fundamental para responder bem a essas grandes demandas. O uso de tecnologia em viagens curtas ou longas é uma das ideias importantes para resolver problemas de mobilidade.

Outra importante inteligência é considerar a transformação digital nas empresas, incentivando esse tipo de prática, fornecendo potencial tecnológico e capacitando as pessoas para a absorção mais fácil dessas formas organizacionais.

Por último, o acesso à segurança, saúde e educação de qualidade deve estar mais disponível e confiável ao cidadão. Uma governança mais participativa favorece a atuação administrativa de forma mais social, cultural, política e econômica.

Como uma cidade se torna inteligente?

Para que uma cidade se torne inteligente, é necessário seguir alguns passos importantes. Dentro de cada projeto, esses passos assumem direções personalizadas de acordo com as necessidades e potencialidades das grandes metrópoles.

É importante descentralizar as responsabilidades administrativas em direitos e deveres, permitindo a atualização de mindset pelos institutos representantes da sociedade civil como as universidades, o terceiro setor, os líderes empresariais e os empreendedores que têm acesso à conectividade.

Também é preciso priorizar a transparência de informações com apresentação de soluções consistentes em problemas públicos. Nesse caso, a abertura de dados é fundamental para contribuir e alavancar o processo de cidades inteligentes.

A relação custo-benefício da implementação de tecnologias inteligentes no sistema de gestão urbana vem caindo consideravelmente. Essa informação é muito importante atualmente para solucionar as questões de orçamento e, ao mesmo tempo, permitir a evolução. A seguir vamos apontar alguns dos temas-chave a serem considerados em todo esse processo. Confira!

Tecnologia

Tema mais do que lógico, a tecnologia deve estar na lista principal de investimentos. À medida que esses investimentos aumentam de patamar, o potencial evolutivo cresce e favorece a diversificação do uso de novas tecnologias e inovações.

A tecnologia deve ajudar no desenvolvimento das ideias criativas e inovadoras sobre as inteligências nas cidades. Também é necessário capacitar e preparar cidadãos para esse tipo de conexão.

IoT

A Internet das Coisas (IoT) já está bem difundida nos diversos conceitos tecnológicos de hoje. Essa tecnologia já faz parte do uso de eletrodomésticos e dispositivos eletrônicos, que facilitam a sua aplicação em favor das pessoas.

Em casas inteligentes o recurso já é bastante utilizado. Já em cidades, um exemplo interessante seria o uso em sinais de trânsito, podendo coletar informações sobre a circulação de veículos e alterar o tempo de fechamento de acordo com o tráfego.

Planejamento

A partir de um sistema tecnológico sólido e potente, deve-se planejar o uso dos recursos para que as inteligências digitais tenham um uso direcionado e organizado. A integração, o uso da inteligência artificial e a otimização de recursos só são potencializados com um bom planejamento de implementação de inteligência nas cidades.

Deve-se coletar e analisar todos os níveis de dados e indicadores urbanos. Dessa forma, é fundamental que a mensuração de informações venha antes da tomada de decisão, bem como a gestão das informações esteja alinhada às inovações tecnológicas.

Gestão

É necessário que os governantes se voltem para os planos tecnológicos da cidade, gerenciando os planos de governo por meio de tecnologias digitais que permitam melhor controle de grandes volumes de dados e informações.

A tecnologia pode ser utilizada para apoiar a gestão das cidades com os seguintes objetivos:

  • aprimoramento do sistema de transporte e criação de novos modelos mais sustentáveis e economicamente acessíveis;
  • otimização dos tempos de resposta em serviços de emergência em saúde e segurança pública;
  • democratização ao acesso tecnológico em ambientes escolares, facilitando as oportunidades e igualando a qualidade de ensino;
  • diminuição dos serviços de impressão e priorização dos sistemas de guarda de documentos por meio digital.

Eficiência

Outra importante função da governança voltada para a inteligência digital é priorizar a eficiência em todas as ações de infraestrutura, serviços e desenvolvimento. É necessário que os gestores pensem em medidas que otimizem tempo e dinheiro no caminho governamental.

Todo o potencial tecnológico deve permitir a detecção prévia de problemas para que o direcionamento de demandas seja mais eficiente. A participação cidadã melhora a percepção das necessidades e contribui para ações e estratégias mais eficazes.

Acessibilidade

O acesso a informações e dados é uma das principais formas de tornar uma cidade inteligente — não apenas ao aparato tecnológico, mas a todas as oportunidades que sejam relevantes ao desenvolvimento humano.

Um alerta sobre esse tema tem relação com a integridade dos dados pessoais dos cidadãos, já que um sistema de inteligência deve ter uma abertura para acesso e uso dessas informações. O sigilo e a segurança desses dados são fundamentais para manter um sistema respeitável e confiável.

Qualidade de vida

O ponto máximo de uma cidade inteligente é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Dessa forma, é necessário que toda essa infraestrutura permita mais tempo de lazer e contato social e familiar.

Formas mais sustentáveis e eficientes fazem com que o cidadão diminua o nível de estresse e combata os efeitos negativos da convivência em superpopulações.

Além disso, uma cidade inteligente deve não só contribuir para o uso de tecnologias de ponta como permitir a criação e a manutenção de espaços naturais e de bem-estar. Hortas sociais, parques públicos, praias mais limpas, cachoeiras e florestas preservadas, entre outras iniciativas, são ótimos exemplos para a melhoria da qualidade de vida.

Quais são os exemplos de cidades inteligentes?

Para melhorar ainda mais a visão sobre cidades inteligentes, apresentamos alguns exemplos marcantes, que se destacam no meio internacional e servem de inspiração para novos modelos de smart cities.

Antes de conhecer a lista, é importante saber os principais critérios considerados nessas escolhas: indicadores sobre desenvolvimento de capital humano, cruzamento de soluções de conectividade para mobilidade, segurança, sustentabilidade etc.

Primeiramente, vamos conferir alguns dos principais sistemas de gestão inteligente em grandes centros urbanos no mundo.

Segundo a revista Forbes, em 2018, 5 cidades se destacaram mundialmente:

  1. Nova Iorque, nos Estados Unidos;
  2. Londres, na Inglaterra;
  3. Paris, na França;
  4. Tóquio, no Japão;
  5. Reiquiavique; na Islândia.

Nesse mesmo levantamento, a cidade de Buenos Aires, na Argentina, apareceu como a primeira na lista latino-americana. São Paulo foi a melhor brasileira, em 116º.

Além dessas cidades, podemos destacar mais especificamente 4 exemplos com ações e estratégias que chamaram a atenção mundial e também se tornaram referência em inovação e como cidades inteligentes. Confira.

Songdo

Songdo é uma cidade da Coreia do Sul. É considerada uma “aerotrópole”. Essa expressão serve para designar cidades planejadas, que são desenvolvidas em torno de um aeroporto. O projeto teve início em 2003 e se potencializou em 2009, a partir de um programa de estímulos a investimentos do governo local. A população atual da cidade é de cerca de 100 mil habitantes.

Além da interessante ideia de mobilidade aérea, a cidade tem destaque por disseminar espaços verdes e ampliar as possibilidades de mobilidade. Diversos sensores subterrâneos foram distribuídos para detectar condições de tráfego e reprogramar semáforos de acordo com as necessidades.

A água do mar é utilizada para abastecer um lago e um canal, e a cidade tem sua umidade mantida sem sacrifício da água potável. Táxis aquáticos são utilizados como meios de transporte nesses espaços.

O uso de bicicletas na mobilidade urbana é incentivado, com a disponibilização de 25 quilômetros de ciclovias. Além disso, há um sistema pneumático por toda cidade, que permite a gestão inteligente de resíduos. Dessa forma, a coleta de lixo é praticamente eliminada.

Copenhague

A cidade dinamarquesa é exemplo mundial na redução de emissão de carbono. Em 2005, o governo implementou uma iniciativa de carbono zero. De lá para cá, as emissões reduziram em 21%, chegando à média de 2 milhões de toneladas per capita por ano.

Cerca de meio milhão dos habitantes — aproximadamente 50% da população — prioriza o uso de bicicletas no deslocamento até o trabalho. Um amplo sistema de aluguel de bikes equipadas com GPS facilita essa escolha.

A tecnologia também atua na disponibilização de informações climáticas. Sensores detectam a qualidade do ar e fornecem informações em tempo real aos usuários. Também de forma instantânea, os cidadãos consultam informações sobre o panorama de tráfego, reconhecendo congestionamentos.

Santa Ana

Essa cidade americana apresenta um modelo interessante sobre reaproveitamento de água. O tratamento permite que águas utilizadas em casas e até em sanitários retornem à condição de potável.

O sistema de limpeza é chamado de micropurificação. Por meio de elementos químicos e emissores de luz ultravioleta, as partículas impuras são isoladas e tratadas, até que se tornem totalmente puras. Nesse processo, até mesmo protozoários e bactérias são eliminados de forma eficaz.

O modelo é visto como uma das soluções possíveis para dessalinização da água do mar. A micropurificação é considerada um processo muito mais barato em relação às soluções apresentadas no aproveitamento de águas marinhas.

Medelin

O jornal The Wall Street premiou a cidade colombiana em 2013 como a cidade mais inovadora do planeta. Medelin prioriza a busca pela transformação dos espaços públicos com auxílio das inteligências tecnológicas.

Outra prioridade estava na busca de melhor qualidade de vida e melhora do dia a dia dos cidadãos. A partir disso, foram construídas escadas rolantes em pontos elevados e elaborados conceitos de telemedicina para atendimento de saúde a pacientes do interior.

Essas práticas melhoraram o sistema de deslocamento e concederam à capital colombiana o título de referência em inovação mundial. Atualmente, as principais iniciativas se concentram em mobilidade urbana, conservação do meio ambiente e espaços públicos, além de mais segurança dentro da cidade.

Já no Brasil, as iniciativas estão mais concentradas na área de otimização energética. Apresentaremos alguns exemplos que ainda não são tão sólidos mas podem ser considerados como modelos padrão para a implementação desse tipo de ideia.

Rio de Janeiro

A cidade carioca é referência por implementar, de forma pioneira, um centro de gerenciamento de informações públicas em 2011. Por meio de uma parceria entre IBM e prefeitura, o sistema foi elaborado para conectar informações de órgãos públicos espalhados pela cidade para combater enchentes e deslizamentos.

Belo Horizonte

Na cidade mineira, a CEMIG monitora em torno de 12 mil unidades consumidoras de energia por meio de um sistema que mede e fatura a energia de forma digitalizada. Também a empresa CPFL Energia usa tecnologia de smart grid para aferir dados na capital de Minas Gerais.

Curitiba

A consultoria Urban Systems considerou a cidade de Curitiba a mais inteligente do país em 2018. O campo de mobilidade urbana foi um dos principais critérios para a escolha. A cidade prioriza e incentiva o uso de modais públicos desde os anos 80.

São Paulo

A capital paulista é considerada a mais inteligente de acordo com o levantamento e os critérios da Universidade de Navarra, na Espanha. A prefeitura disponibiliza informações sobre a posição dos ônibus e o tempo até o destino.

Como vimos, a implantação de tecnologias que favorecem o desenvolvimento de cidades inteligentes vem acontecendo ao longo dos anos no Brasil e no mundo. É importante que gestores e profissionais de inovação estejam atentos a essas novidades tecnológicas e se antecipem para extrair as melhores possibilidades de negócios e oportunidades de evolução.

Como cidadãos, também devemos reconhecer a importância de iniciativas como essas e ajudar a disseminar esse tipo de implantação pelos governos. Todo o desenvolvimento humano e o aumento da qualidade de vida passam por ideias como essa.

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